Procrastinação é um distúrbio crônico e prejudicial, mas fácil de ser vencido
Por Alessandro Vianna, especial para o Yahoo! Brasil | Yahoo! Brasil – qui, 2 de fev de 2012 12:11 BRST
Procrastinar é algo de que pouco se fala, mas que muito se faz. Embora "embromação" possa ser um de seus quase sinônimos populares, a procrastinação vai um pouco além disso. É um comportamento crônico nocivo, embora muito comum.
É aquele hábito de deixar tudo para depois: uma tarefa "chata", os estudos, o regime alimentar, as práticas físicas, o abandono de um vício, passar a economizar – coisas que sabemos que precisamos fazer, mas que, por inúmeras razões, ficamos adiando; muitas vezes nos enganando com desculpas frágeis e, não raro, falsas.
O procrastinador é alguém faz várias coisas ao mesmo tempo, exatamente para não fazer aquilo que realmente deve ser feito. Quando pensa no que de fato tem de fazer, sente-se preso e sem reação.
As consequências não raro são danosas, especialmente a longo prazo, quando, olhando pra trás, se percebe quanto tempo foi jogado fora por falta de ação objetiva.
Ao deixar de cumprir certas obrigações, decepcionamos alguém e perdemos credibilidade e oportunidades. Isso se percebe claramente na vida conjugal, no convívio familiar e na carreira profissional. Depois ficamos observando a trajetória de outras pessoas, que entraram em forma, ganharam conhecimentos e avançaram profissionalmente.
Quando vejo pessoas querendo empreender grandes mudanças de imediato, sei que estou diante de um procrastinador, porque ele fica inativo por muito tempo e, depois que percebe nos outros o quanto não evoluiu, resolve mudar tudo de uma vez.
É óbvio que não vai conseguir, porque as nossas grandes realizações são conquistadas aos poucos.
Desse modo, novamente derrotada, essa pessoa tende a desanimar e voltar a procrastinar novamente, repetindo um ciclo fadado à infelicidade.
Enquanto procrastina, a pessoa vai absorvendo estresse por uma oculta sensação de culpa, sentindo a sua perda de produtividade e cultivando vergonha em relação aos demais, por não conseguir cumprir seus compromissos.
A formação de um “enrolador” muitas vezes começa na infância. Crianças podem tornar-se procrastinadoras no futuro por conta do tratamento que recebem dos adultos. Daí a conveniência de revermos constantemente as nossas crenças, para nos livrarmos de influências negativas que adquirimos ao longo da vida.
Duas das vertentes mais clássicas são:
- A criança extremamente protegida, condicionada a achar que sempre alguém fará por ela. Quando adulta, ela tenderá, inconscientemente, a sentir-se insegura para agir, por não ter alguém auxiliando-a.
- A criança que é exageradamente cobrada. Ela pode desenvolver a característica do perfeccionismo. Assim, ela tende à procrastinação por acreditar que, mesmo se dedicando, não conseguirá realizar as coisas de modo primoroso – e acaba postergando tudo o que acha importante.
Tratamento
A procrastinação crônica é quase sempre associada a alguma disfunção psicológica ou fisiológica. Portanto, é passível de tratamento.
Quando recebo pacientes procrastinadores, incluo no tratamento algumas recomendações que ajudam muito a livrá-los dessa anomalia. Eis algumas:
- Reconheça, quando está enrolando, que pode haver mais dor em procrastinar do que em realizar a tarefa. Muita coisa é menos complicada do que parece ser.
- Não deixe aquele afazer chato por último, para que ele não se torne urgente e o apavore ainda mais.
- Experimente a sensação de alívio e o fortalecimento da auto-estima após concluir uma tarefa e perceba que livrou-se dela de maneira positiva, enfrentando-a.
- Para encorajar-se, pense no que vai deixar de ganhar ou no que pode perder caso não realize essa atividade. Se puder escrevê-las e avaliá-las seriamente, melhor.
- Se a tarefa for muito trabalhosa, divida-a em partes e vá realizando uma a uma, com um pequeno intervalo entre elas, e comemorando (sim!) a última concluída.
- Abra-se para o novo, deixando de agarrar-se às velhas experiências e crenças. O passado não volta mais; o presente é continuamente feito de novos desafios e o futuro é construído passo a passo pelas ações do presente.
- Quando perceber que está querendo procrastinar de novo, proponha-se a atuar por apenas alguns minutos na ação que está tentando evitar. Pode ser que você perceba que não é tão desagradável quanto pensava e venha a vencê-la (touché!).
- Caso lhe seja por demais desagradável, dê-se uma pausa e passe a fazer algo útil (não pare de agir), mas determine quando voltará ao assunto pendente.
A principal vitória é vencer a procrastinação em si. Trata-se de uma vitória para a vida inteira, como a daquela criança que um dia perde o medo do escuro.
* Alessandro Vianna é psicólogo clínico e sente um enorme prazer em estudar e entender o comportamento humano. Clique neste link para conhecer melhor o seu trabalho.
Acessos
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
A arte de reinventar a vida
Finda o ano, inicia-se o novo. No íntimo, o propósito de “daqui pra frente, tudo vai ser diferente”… Começar de novo. Será? Haveremos de escapar do vaticínio do verso de Fernando Pessoa, “fui o que não sou”?
Atribui-se a Gandhi esta lista dos Sete Pecados Sociais: 1) Prazeres sem escrúpulos; 2) Riqueza sem trabalho; 3) Comércio sem moral; 4) Conhecimento sem sabedoria; 5) Ciência sem humanismo; 6) Política sem idealismo; 7) Religião sem amor.
E agora, José? No mundo em que vivemos, quanta esbórnia, corrupção, nepotismo, ciência e tecnologia para fins bélicos, práticas religiosas fundamentalistas, arrogantes e extorsivas!
Os ícones atuais, que pautam o comportamento coletivo, quase nada têm do altruísmo dos mestres espirituais, dos revolucionários sociais, do humanismo de cientistas como os dois Albert, o Einstein e o Schweitzer. Hoje, predominam as celebridades do cinema e da TV, as cantoras exóticas, os desportistas biliardários, a sugerir que a felicidade resulta de fama, riqueza e beleza.
Impossibilitada de sair de si, de quebrar seu egocentrismo (por falta de paradigmas), uma parcela da juventude se afunda nas drogas, na busca virtual de um “esplendor” que a realidade não lhe oferece. São crianças e jovens deseducados para a solidariedade, a compaixão, o respeito aos mais pobres. Uma geração desprovida de utopia e sonhos libertários.
A australiana Bronnie Ware trabalhou com doentes terminais. A partir do que viu e ouviu, elencou os cinco principais arrependimentos de pessoas moribundas:
1) Gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira para mim, e não a que os outros esperavam de mim.
No entardecer da vida, podemos olhar para trás e verificar quantos sonhos não se transformaram em realidade! Porque não tivemos coragem de romper amarras, quebrar algemas, nos impor disciplina, abraçar o que nos faz feliz, e não o que melhora a nossa foto aos olhos alheios. Trocamos a felicidade da pessoa pelo prestígio da função. E muitos se dão conta de que, na vida, tomaram a estrada errada quando ela finda. Já não há mais tempo para abraçar alternativas.
2) Gostaria de não ter trabalhado tanto.
Eis o arrependimento de não ter dedicado mais tempo à família, aos filhos, aos amigos. Tempo para lazer, meditar, praticar esportes. A vida, tão breve, foi consumida no afã de ganhar dinheiro, e não de imprimir a ela melhor qualidade. E nesse mundo de equipamentos que nos deixam conectados dia e noite somos permanentemente sugados; fazemos reuniões pelo celular até quando dirigimos carro; lidamos com o computador como se ele fosse um ímã eletrônico do qual é impossível se afastar.
3) Gostaria de ter tido a oportunidade de expressar meus sentimentos.
Quantas vezes falamos mal da vida alheia e calamos elogios! Adiamos para amanhã, depois de amanhã… o momento de manifestar o nosso carinho àquela pessoa, reunir os amigos para celebrar a amizade, pedir perdão a quem ofendemos e reparar injustiças. Adoecemos macerados por ressentimentos, amarguras, desejo de vingança. E para ficar bem com os outros, deixamos de expressar o que realmente sentimos e pensamos. Aos poucos, o cupim do desencanto nos corrói por dentro.
4) Gostaria de ter tido mais contato com meus amigos.
Amizades são raras. No entanto, nem sempre sabemos cultivá-las. Preferimos a companhia de quem nos dá prestígio ou facilita o nosso alpinismo social. Desdenhamos os verdadeiros amigos, muitos de condição inferior à nossa. Em fase terminal, quando mais se precisa de afeto, a quem chamar? Quem nos visita no hospital, além dos que se ligam a nós por laços de sangue e, muitas vezes, o fazem por obrigação, não por afeição? Na cultura neoliberal, moribundos são descartáveis e a morte é fracasso. E não se busca a companhia de fracassados…
5) Gostaria de ter tido a coragem de me dar o direito de ser feliz.
Ser feliz é uma questão de escolha. Mas, vamos adiando nossas escolhas, como se fôssemos viver 300 ou 500 anos… Ou esperamos que alguém ou uma determinada ocupação ou promoção nos faça feliz. Como se a nossa felicidade estivesse sempre no futuro, e não aqui e agora, ao nosso alcance, desde que ousemos virar a página de nossa existência e abraçar algo muito simples: fazer o que gostamos e gostar do que fazemos.
Por Frei Betto*, divulgação Envolverde, publicado originalmente no Correio da Cidadania, 11.01.2012
*Frei Betto é escritor, autor de "A arte de semear estrelas" (Rocco), entre outros livros.
Atribui-se a Gandhi esta lista dos Sete Pecados Sociais: 1) Prazeres sem escrúpulos; 2) Riqueza sem trabalho; 3) Comércio sem moral; 4) Conhecimento sem sabedoria; 5) Ciência sem humanismo; 6) Política sem idealismo; 7) Religião sem amor.
E agora, José? No mundo em que vivemos, quanta esbórnia, corrupção, nepotismo, ciência e tecnologia para fins bélicos, práticas religiosas fundamentalistas, arrogantes e extorsivas!
Os ícones atuais, que pautam o comportamento coletivo, quase nada têm do altruísmo dos mestres espirituais, dos revolucionários sociais, do humanismo de cientistas como os dois Albert, o Einstein e o Schweitzer. Hoje, predominam as celebridades do cinema e da TV, as cantoras exóticas, os desportistas biliardários, a sugerir que a felicidade resulta de fama, riqueza e beleza.
Impossibilitada de sair de si, de quebrar seu egocentrismo (por falta de paradigmas), uma parcela da juventude se afunda nas drogas, na busca virtual de um “esplendor” que a realidade não lhe oferece. São crianças e jovens deseducados para a solidariedade, a compaixão, o respeito aos mais pobres. Uma geração desprovida de utopia e sonhos libertários.
A australiana Bronnie Ware trabalhou com doentes terminais. A partir do que viu e ouviu, elencou os cinco principais arrependimentos de pessoas moribundas:
1) Gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira para mim, e não a que os outros esperavam de mim.
No entardecer da vida, podemos olhar para trás e verificar quantos sonhos não se transformaram em realidade! Porque não tivemos coragem de romper amarras, quebrar algemas, nos impor disciplina, abraçar o que nos faz feliz, e não o que melhora a nossa foto aos olhos alheios. Trocamos a felicidade da pessoa pelo prestígio da função. E muitos se dão conta de que, na vida, tomaram a estrada errada quando ela finda. Já não há mais tempo para abraçar alternativas.
2) Gostaria de não ter trabalhado tanto.
Eis o arrependimento de não ter dedicado mais tempo à família, aos filhos, aos amigos. Tempo para lazer, meditar, praticar esportes. A vida, tão breve, foi consumida no afã de ganhar dinheiro, e não de imprimir a ela melhor qualidade. E nesse mundo de equipamentos que nos deixam conectados dia e noite somos permanentemente sugados; fazemos reuniões pelo celular até quando dirigimos carro; lidamos com o computador como se ele fosse um ímã eletrônico do qual é impossível se afastar.
3) Gostaria de ter tido a oportunidade de expressar meus sentimentos.
Quantas vezes falamos mal da vida alheia e calamos elogios! Adiamos para amanhã, depois de amanhã… o momento de manifestar o nosso carinho àquela pessoa, reunir os amigos para celebrar a amizade, pedir perdão a quem ofendemos e reparar injustiças. Adoecemos macerados por ressentimentos, amarguras, desejo de vingança. E para ficar bem com os outros, deixamos de expressar o que realmente sentimos e pensamos. Aos poucos, o cupim do desencanto nos corrói por dentro.
4) Gostaria de ter tido mais contato com meus amigos.
Amizades são raras. No entanto, nem sempre sabemos cultivá-las. Preferimos a companhia de quem nos dá prestígio ou facilita o nosso alpinismo social. Desdenhamos os verdadeiros amigos, muitos de condição inferior à nossa. Em fase terminal, quando mais se precisa de afeto, a quem chamar? Quem nos visita no hospital, além dos que se ligam a nós por laços de sangue e, muitas vezes, o fazem por obrigação, não por afeição? Na cultura neoliberal, moribundos são descartáveis e a morte é fracasso. E não se busca a companhia de fracassados…
5) Gostaria de ter tido a coragem de me dar o direito de ser feliz.
Ser feliz é uma questão de escolha. Mas, vamos adiando nossas escolhas, como se fôssemos viver 300 ou 500 anos… Ou esperamos que alguém ou uma determinada ocupação ou promoção nos faça feliz. Como se a nossa felicidade estivesse sempre no futuro, e não aqui e agora, ao nosso alcance, desde que ousemos virar a página de nossa existência e abraçar algo muito simples: fazer o que gostamos e gostar do que fazemos.
Por Frei Betto*, divulgação Envolverde, publicado originalmente no Correio da Cidadania, 11.01.2012
*Frei Betto é escritor, autor de "A arte de semear estrelas" (Rocco), entre outros livros.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Pessoas fortes têm Síndrome do Pânico
Por Karla Precioso
… se tratam, se curam e vivem felizes! De acordo com estatísticas recentes, a Síndrome do Pânico vem acometendo de 2 a 2,5 % da população mundial (cerca de 170 milhões de pessoas em todo o mundo). E o número com ansiedade – que é o primeiro passo para se chegar à Síndrome, atinge cerca de 280 milhões, especialmente jovens na faixa dos 15 anos e adultos na faixa dos 45 anos. As mulheres têm uma incidência desse desequilíbrio de até 70% maior em relação aos homens. Em geral, a Síndrome acomete pessoas de personalidade forte, extremamente críticas, muitas vezes bem-sucedidas, com altos cargos profissionais, ou grandes responsabilidades na vida. São líderes, pessoas admiradas em seu círculo social. Acredita-se que esse desequilíbrio esteja relacionado ao alto nível de estresse da vida moderna. “Para encarar as pressões do cotidiano e sobreviver às turbulências da modernidade, houve uma certa diferenciação em relação à forma de expressão das pessoas. Isso deu origem a dois grupos distintos. Um primeiro grupo, que poderia ser classificado como grupo ativo, assume o papel de liderança, seja em casa, no trabalho ou em outros setores da vida. Outro grupo, que poderia ser classificado como passivo, formado por pessoas que perante problemas ou dificuldades, ao invés de reagir e resolver, sempre esperam que a solução parta de outra pessoa”, explica Máera Moretto, autora do livro “O mestre do seu sistema”. Essas pessoas frequentemente são procuradas pelos amigos em busca de conselhos e confidências e assim começa a ser construída a imagem de um líder, tudo envolto em um cenário de plena solidão. Qualquer pedido de ajuda pode abalar a imagem que foi cuidadosamente criada durante anos de sua vida. E é nessa hora que a pessoa se sente perdida e, de alguma forma, isso pode desencadear uma crise, seja ela de depressão, ansiedade ou pânico.
Na busca por alívio e tratamento, a Medicina Tradicional Chinesa apresenta bons resultados. A fisioterapeuta e acupunturista Máera Moretto, autora do livro O Mestre do seu Sistema – O caminho de volta para a ansiedade e a Síndrome do Pânico, fala sobre as possibilidades que a MTC traz para o tratamento da ansiedade e Síndrome do Pânico. Vale a leitura!
Fonte Revista AnaMaria
… se tratam, se curam e vivem felizes! De acordo com estatísticas recentes, a Síndrome do Pânico vem acometendo de 2 a 2,5 % da população mundial (cerca de 170 milhões de pessoas em todo o mundo). E o número com ansiedade – que é o primeiro passo para se chegar à Síndrome, atinge cerca de 280 milhões, especialmente jovens na faixa dos 15 anos e adultos na faixa dos 45 anos. As mulheres têm uma incidência desse desequilíbrio de até 70% maior em relação aos homens. Em geral, a Síndrome acomete pessoas de personalidade forte, extremamente críticas, muitas vezes bem-sucedidas, com altos cargos profissionais, ou grandes responsabilidades na vida. São líderes, pessoas admiradas em seu círculo social. Acredita-se que esse desequilíbrio esteja relacionado ao alto nível de estresse da vida moderna. “Para encarar as pressões do cotidiano e sobreviver às turbulências da modernidade, houve uma certa diferenciação em relação à forma de expressão das pessoas. Isso deu origem a dois grupos distintos. Um primeiro grupo, que poderia ser classificado como grupo ativo, assume o papel de liderança, seja em casa, no trabalho ou em outros setores da vida. Outro grupo, que poderia ser classificado como passivo, formado por pessoas que perante problemas ou dificuldades, ao invés de reagir e resolver, sempre esperam que a solução parta de outra pessoa”, explica Máera Moretto, autora do livro “O mestre do seu sistema”. Essas pessoas frequentemente são procuradas pelos amigos em busca de conselhos e confidências e assim começa a ser construída a imagem de um líder, tudo envolto em um cenário de plena solidão. Qualquer pedido de ajuda pode abalar a imagem que foi cuidadosamente criada durante anos de sua vida. E é nessa hora que a pessoa se sente perdida e, de alguma forma, isso pode desencadear uma crise, seja ela de depressão, ansiedade ou pânico.
Na busca por alívio e tratamento, a Medicina Tradicional Chinesa apresenta bons resultados. A fisioterapeuta e acupunturista Máera Moretto, autora do livro O Mestre do seu Sistema – O caminho de volta para a ansiedade e a Síndrome do Pânico, fala sobre as possibilidades que a MTC traz para o tratamento da ansiedade e Síndrome do Pânico. Vale a leitura!
Fonte Revista AnaMaria
A dor nos faz mais fortes
Por Karla Precioso
Apesar de lutarmos contra, a vida nos prega peças e, às vezes, tira o sorriso do nosso rosto dando lugar à dor. Mas a dor não acontece para nos castigar, e sim para nos fazer mais fortes. O problema é que, geralmente, nos agarramos tanto a ela, transformando o que podia simplesmente nos servir de lição num sofrimento interminável. E assim, ao invés de corrermos atrás de uma solução para mandá-la para bem longe, preferimos remoer remorsos, saudades, traumas… Já que o problema existe, o melhor a fazer é arregaçar as mangas e buscar logo uma solução. Ficar presa à dor é escolher se manter sempre no mesmo lugar, impedindo que a gente cresça, aprenda, melhore e expanda os horizontes.
Portanto, lembre-se: se não fossem as dores não teríamos a condição de perceber nossos erros e enganos, afinal ela pode ser um aviso de que estamos seguindo por um caminho torto. Como escreveu Selma Lagerlof (1858-1940), “Ninguém pode livrar os homens da dor, mas será bendito aquele que fizer renascer neles a coragem para a suportar”. Boa semana e fique com Deus.
Fonte. Revista AnaMaria
Apesar de lutarmos contra, a vida nos prega peças e, às vezes, tira o sorriso do nosso rosto dando lugar à dor. Mas a dor não acontece para nos castigar, e sim para nos fazer mais fortes. O problema é que, geralmente, nos agarramos tanto a ela, transformando o que podia simplesmente nos servir de lição num sofrimento interminável. E assim, ao invés de corrermos atrás de uma solução para mandá-la para bem longe, preferimos remoer remorsos, saudades, traumas… Já que o problema existe, o melhor a fazer é arregaçar as mangas e buscar logo uma solução. Ficar presa à dor é escolher se manter sempre no mesmo lugar, impedindo que a gente cresça, aprenda, melhore e expanda os horizontes.
Portanto, lembre-se: se não fossem as dores não teríamos a condição de perceber nossos erros e enganos, afinal ela pode ser um aviso de que estamos seguindo por um caminho torto. Como escreveu Selma Lagerlof (1858-1940), “Ninguém pode livrar os homens da dor, mas será bendito aquele que fizer renascer neles a coragem para a suportar”. Boa semana e fique com Deus.
Fonte. Revista AnaMaria
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Evite 12 atitudes que geram pessímismo
Fuja de hábitos nocivos e veja a vida com mais otimismo
Publicado em 06/01/2012Reportagem: MÁXIMA
Afaste o pessimismo em 2012
Diariamente nos vemos expostos a uma enxurrada de notícias ruins que nos chegam pela TV, jornais, rádio e internet. Sem o contrapeso das coisas boas que também ocorrem todos os dias, mas não viram notícia, o mundo que observamos passa a ser um amontoado de violência, pobreza, desastres e crises.
Nosso corpo sofre as consequências: "ficamos tristes, ansiosos e desmotivados, o que pode levar à depressão e à fobia, entre outras doenças", afirma Alessandra Ricciardi Gordon, psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise.
Segundo Arnaldo Vicente, presidente da Associação Brasileira de Psicanálise Clínica, existem pelo menos doze fatores que geram pessimismo extremo. Identifique quais são e seja mais otimista:
Ou tudo ou nada
A pessoa vê uma determinada situação em apenas duas categorias. Exemplo: ela se sente amada ou odiada no trabalho.
Catastrofização
Toda vez que pensa sobre o futuro, projeta resultados negativos.
Supergeneralização
É o hábito de tirar uma conclusão radical de determinada situação, acreditando que o cenário jamais mudará.
Argumentação emocional
É a atitude de "imaginar" o que os outros estão sentindo. Exemplo: a fulana está quieta porque está desinteressada em mim, e não porque está cansada.
Leitura mental
Quando concluímos o que o outro pensa, sem argumentar ou ouvir o outro lado.
Personalização
Atitude de achar que tudo que acontece de ruim é exclusivamente pessoal.
Eu devo, você deve
Pessoa que tem uma ideia estabelecida de como se deve agir e superestima quando as coisas não acontecem do jeito que ela acha que deveriam acontecer. Costuma ser perfeccionista e se deprime com facilidade.
Visão em túnel
A pessoa vê apenas os aspectos negativos de uma situação.
Abstração seletiva
Acontece quando prestamos atenção em um detalhe negativo e consideramos que o todo se resume apenas ao detalhe.
Desconsiderando o positivo
Atitude de desvalorizar os pontos positivos, principalmente quando um novo desafio é proposto.
Rótulo
Hábito de achar que se alguém é de um jeito, vai ser assim para sempre.
Magnificação do negativo e minimização do positivo
Quando acreditamos que, mesmo sendo positivos, nada mudará. Provoca ansiedade.
Fonte. Revista AnaMaria
Publicado em 06/01/2012Reportagem: MÁXIMA
Afaste o pessimismo em 2012
Diariamente nos vemos expostos a uma enxurrada de notícias ruins que nos chegam pela TV, jornais, rádio e internet. Sem o contrapeso das coisas boas que também ocorrem todos os dias, mas não viram notícia, o mundo que observamos passa a ser um amontoado de violência, pobreza, desastres e crises.
Nosso corpo sofre as consequências: "ficamos tristes, ansiosos e desmotivados, o que pode levar à depressão e à fobia, entre outras doenças", afirma Alessandra Ricciardi Gordon, psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise.
Segundo Arnaldo Vicente, presidente da Associação Brasileira de Psicanálise Clínica, existem pelo menos doze fatores que geram pessimismo extremo. Identifique quais são e seja mais otimista:
Ou tudo ou nada
A pessoa vê uma determinada situação em apenas duas categorias. Exemplo: ela se sente amada ou odiada no trabalho.
Catastrofização
Toda vez que pensa sobre o futuro, projeta resultados negativos.
Supergeneralização
É o hábito de tirar uma conclusão radical de determinada situação, acreditando que o cenário jamais mudará.
Argumentação emocional
É a atitude de "imaginar" o que os outros estão sentindo. Exemplo: a fulana está quieta porque está desinteressada em mim, e não porque está cansada.
Leitura mental
Quando concluímos o que o outro pensa, sem argumentar ou ouvir o outro lado.
Personalização
Atitude de achar que tudo que acontece de ruim é exclusivamente pessoal.
Eu devo, você deve
Pessoa que tem uma ideia estabelecida de como se deve agir e superestima quando as coisas não acontecem do jeito que ela acha que deveriam acontecer. Costuma ser perfeccionista e se deprime com facilidade.
Visão em túnel
A pessoa vê apenas os aspectos negativos de uma situação.
Abstração seletiva
Acontece quando prestamos atenção em um detalhe negativo e consideramos que o todo se resume apenas ao detalhe.
Desconsiderando o positivo
Atitude de desvalorizar os pontos positivos, principalmente quando um novo desafio é proposto.
Rótulo
Hábito de achar que se alguém é de um jeito, vai ser assim para sempre.
Magnificação do negativo e minimização do positivo
Quando acreditamos que, mesmo sendo positivos, nada mudará. Provoca ansiedade.
Fonte. Revista AnaMaria
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Pense grande e positivo!
Por Karla Precioso
O maior perigo que enfrentamos não é o de estabelecer um alvo muito alto e não alcançá-lo. O perigo está em estabelecermos um alvo muito baixo e alcançá-lo.” (Michelângelo) Então, pense grande, queira sempre o melhor. Pensar grande não significa ser arrogante ou criar para si alvos impossíveis.
Pensar grande é descobrir e compreender o quanto você é importante e o quanto seus sonhos e ambições têm fundamento. Significa ter respeito e gratidão por todas as coisas boas que a vida oferece. Pensar grande significa estar plenamente comprometida em aproveitar ao máximo as maravilhosas possibilidades que surgem em sua frente a cada amanhecer.
Pensar grande significa que você ainda tem muito a oferecer ao mundo, às pessoas e à sua própria vida. Quer dizer confiar na possibilidade de transformar um sonho em realidade, não importa qual seja a dimensão dos problemas que surgem pelo caminho. Pensar grande reflete a serena confiança de que não existem limites para você vencer e ser feliz. Pensar grande é, enfim, viver intensamente.
Boa semana e fique com Deus.
Fonte.Revista AnaMaria
O maior perigo que enfrentamos não é o de estabelecer um alvo muito alto e não alcançá-lo. O perigo está em estabelecermos um alvo muito baixo e alcançá-lo.” (Michelângelo) Então, pense grande, queira sempre o melhor. Pensar grande não significa ser arrogante ou criar para si alvos impossíveis.
Pensar grande é descobrir e compreender o quanto você é importante e o quanto seus sonhos e ambições têm fundamento. Significa ter respeito e gratidão por todas as coisas boas que a vida oferece. Pensar grande significa estar plenamente comprometida em aproveitar ao máximo as maravilhosas possibilidades que surgem em sua frente a cada amanhecer.
Pensar grande significa que você ainda tem muito a oferecer ao mundo, às pessoas e à sua própria vida. Quer dizer confiar na possibilidade de transformar um sonho em realidade, não importa qual seja a dimensão dos problemas que surgem pelo caminho. Pensar grande reflete a serena confiança de que não existem limites para você vencer e ser feliz. Pensar grande é, enfim, viver intensamente.
Boa semana e fique com Deus.
Fonte.Revista AnaMaria
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Aquarela
Toquinho - Aquarela
MÚSICA ENVIADA POR: LETRAS DE MÚSICAS
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão
E me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos tenho um guarda chuva
Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando,
Contornando a imensa curva norte sul
Vou com ela viajando
Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela,
Branco, navegando,
É tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo
Um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo,
Sereno, lindo,
E, se a gente quiser,
Ele vai pousar
Numa folha qualquer
Eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida
De uma América a outra
Consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha
E caminhando chega num muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(que descolorirá)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(que descolorirá)
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo
(que descolorirá)
Corro o lápis em torno da mão
E me dou uma luva
(que descolorirá)
Fonte.Google
MÚSICA ENVIADA POR: LETRAS DE MÚSICAS
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão
E me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos tenho um guarda chuva
Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando,
Contornando a imensa curva norte sul
Vou com ela viajando
Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela,
Branco, navegando,
É tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo
Um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo,
Sereno, lindo,
E, se a gente quiser,
Ele vai pousar
Numa folha qualquer
Eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida
De uma América a outra
Consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha
E caminhando chega num muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(que descolorirá)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(que descolorirá)
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo
(que descolorirá)
Corro o lápis em torno da mão
E me dou uma luva
(que descolorirá)
Fonte.Google
Assinar:
Postagens (Atom)